24 fevereiro 2017

PARE 2017

Being in Lisbon, at the 20th EULAR Annual PARE Conference, as delegate from the Portuguese League Against Rheumatism, is a joy. In this first day we had a Best Practice Fair – various strategies for a new and more informed way to deal with Rheumatic and Musculoskeletal Diseases, both as a patient and a part of a patients’ association. My first workshop was «Don’t Delay, Connect Today», and many concerns and solutions came to us. Waiting for more!
Margarida Fonseca Santos, 56, delegate from LPCDR, Lisbon

Só azares

Olhei o relógio, Andreia estava atrasada. Ultimamente era quase todos os dias, já não sabia que dizer para a desculpar.
O chefe espreita pela porta quando uma Andreia afogueada entra no escritório.
― Peço imensa desculpa, o taxista enganou-se no caminho depois tivemos de empurrar o carro, pois ficámos sem gasolina, não tinha rede no telemóvel!
O chefe olha para ela.
― A sua avó está bem?
― Sim. Porque pergunta?
― Entre tanto azar, foi a única coisa que faltou.
Carla Silva, 43 anos, Barbacena, Elvas

Desafio Escritiva nº 17 – desculpas criativas

Quando dei por mim...

Eu não fiz os trabalhos de casa devido a vários motivos!
Ontem à noite estava a chover torrencialmente e a ração do meu cão tinha acabado e eu tive que ir a correr comprá-la!
Acontece que cheguei a casa toda ensopada, depois tive que tomar um banho quentinho.
Mas quando acabei de fazer isto, começou a dar o jogo de futebol e sabe, professora, não o podia perder!
Quando dei por mim, tinha adormecido no meu sofá!
Marta Sousa, 13 anos, Aveiro / Vale de cambra
, Escola Secundária de Vale de Cambra

Desafio Escritiva nº 17 – desculpas criativas

23 fevereiro 2017

Vai

Não quero.
Já disse, não vou.
Tu sabes que eu não posso.
Vá lá, deixa-me ficar em casa a ler.
Sabes que me faz mal estar com pessoas tão chatas.
É melhor ir para a cama, acho que estou a ficar doente.
Já é tarde.
Eu vou tentar explicar melhor:
Cada vez que me obrigas a ir,
Parte de mim morre, deixo de ser quem sou.
Vai, e não vale a pena procurares o caminho de volta.
Filomena Afonso Mourinho, 43 anos, Serpa

Desafio RS nº 32 – a arte de dizer não

Em espanto

Com sinuosos passos escapava, furtivo,
às medrosas sombras do espanto.
Sonhando atingir a ténue luz de um paraíso,
tamisada pelos postigos fechados dos seus olhos,
um triste sorriso temeroso
sulcava indeciso o lívido rosto.
Vagabundeou longinquamente sem rumo certo
perguntando-se se algum dia o conseguiria.
Uma noite, porém, despertou no meio daquele sonho
e à sua volta descobriu o calmo sossego
do límpido céu intensamente azul
carregado de relampejantes estrelas
e suaves perfumes
libertadores do seu tremor.
Mónica Marcos Celestino, 43 años, Escuela Oficial de Idiomas, Salamanca (España)
Desafio RS nº 34 – frase de Mia Couto

A festa

A Bárbara foi com a Diana a Espanha. Ficaram num grande hotel chamado "Ismael". Jantaram no Largo do Monte, onde notaram que outros participavam, quase em ritual, na Salsa que treinavam. Uma vassoura utilizava o Xavier Zaparico para dançar. O Zé chamou o Xavier para dizer: Vamos retirar uns tamancos ficando sapatos rasteiros. Queremos participar ousadamente, nomomento, lembrando Juvenal. Iríamos em harmonia dançar, girando, fazendo as elípticas perfeitas, dando as cambalhotas bem aprumadas. Começou a festa...
Ana Isabel Moreira, 36 anos, Lisboa

Desafio nº 20 – usar o alfabeto duas vezes no início das palavras e por ordem! Uma vez certo, outra ao contrário

O palhaço...

Ele costumava apalhaçar as conversas quando se sentia nervoso. Levava-a a jantar, caldeirada de lampreia, com vinho de Palermo e como sobremesa mousse com praliné. Ela sentia-se palerma por não resistir a olhar para o réptil desenhado no pulôver dele – dava-lhe um ar plural, que não se dissipava com o queijo Provolone que acompanhava o fim da refeição. Fazia-a lembrar Pirulito, o cão da vizinha, que tinha um olhar tão meigo que dava pena não fazer festas.
Filomena Afonso Mourinho, 43 anos, Serpa

Desafio nº 107 - 10 palavras com PLR

21 fevereiro 2017

Fazendo gazeta

Ele tinha as sobrancelhas franzidas e isso significava que eu precisava de ser rápido no gatilho.
– Eu ia para a escola. Abri a porta, no momento em que uma rajada de vento a empurrou contra o meu queixo. Ainda me amparei com o braço direito, mas caí, bati com a cabeça e desmaiei. Acordei mesmo agora.
– Muito bem. Agora quero ouvir a verdade.
– Bem, já acordei há um pouquito, mas ainda me sentia tonto, fiquei por aqui.
Quita Miguel, 57 anos, Cascais
Faça aqui o download do livro infantil «O Chapéu-de-chuva às Bolinhas» http://ow.ly/ZtAG0

Desafio Escritiva nº 17 – desculpas criativas

Aquela música

A aprender a cantar a música que marca um excelente dia da minha vida.
Passei a semana a afinar a letra, a gravar a música e a treinar a dança.
Ufa! Que canseira! Mas valeu a pena. A surpresa vai ser excelente.
Vai iniciar-se a festa, as gentes sentam-se para apreciar a música e a dança.
Última rima e as gentes levantam-se e aplaudem...
Ana Isabel Moreira, 36 anos, Lisboa

Desafio nº 76 – escrever sem a letra O

Vaca teimosa

― Professora, nem vai acreditar, mas é verdade. Deparámo-nos com uma vaca, no meio da estrada, que impedia o carro de avançar. Saímos para a afastarmos e, por incrível que pareça, ela olhou-nos ameaçadoramente e falou-nos.
― Sou vaca sagrada, chegada da Índia na armada de Vasco da Gama. Não podeis tocar-me senão cai-vos um raio em cima!
― E eu fiquei ali, argumentando, que tivesse dó, que eu levaria raspanete, que a professora marcaria falta… Mas ela era teimosa!!!
Ana Paula Oliveira, 56 anos, S. João da Madeira

Desafio Escritiva nº 17 – desculpas criativas

Que projeto!

Ó professora, não minto, minha tarefa foi confiscada pela CIA.
Estive o fim da semana com os pais em Nova Iorque.
Então, vindo de Bruxelas, o buraco do inferno, fomos controlados rigorosamente pelos alfandegários. Questionado sobre conteúdo da mochila respondi sorridente "só uma tarefa escolar, nenhuma bomba". Repentinamente houve grande pânico e fui vencido pelo polícia. Embora me declarassem inocente depois, presidente Trump despachar-se-ia a anunciar que, graças às suas medidas, tivera intercetado um projeto terrorista.
Theo De Bakkere, 64 anos, Antuérpia, Bélgica

Desafio Escritiva nº 17 – desculpas criativas

Os trabalhos…

Estava no meu quarto a fazer os trabalhos de casa de Matemática e a janela estava aberta. Quando estava quase a acabar, um vento muito forte entrou e os trabalhos voaram até à cozinha e acabaram na tigela da comida do meu gato, o Garfield, que começou a comê-los. Voltei a fazê-los e, desta vez, deixei-os em cima de outros papéis. A minha avó estava a arrumar o meu quarto e atirou-os para o lixo sem querer.
Beatriz Morgado Leandro e Paula Martín Rivas, 2º de Bachillerato, IES Lucía de Medrano, Salamanca, Espanha, prof Javier Madruga

Desafio Escritiva nº 17 – desculpas criativas

Uma vida de azar

Era uma vez um preso que estava metido numa confusão tramada. O rapaz não conseguiu saber se o coração estava bom conseguindo apenas ver uma nesga de luz. A sua mudança de vida foi marcada pela polémica e foi pisado por todos. Tinha uma vida simples. Foi juntando trevos para lhe dar sorte. Só queria sair dali. Mas sabia que a família o esperaria lá fora. Sabia que o dia chegaria. Essa era a sua maior sorte!
Artur Cotrim, Liceu Navegantes, 14 anos, Torres Novas, prof Maria Nicolau

Desafio Rádio Sim nº 46 – 12 palavras impostas

Banda desenhada

As badaladas ressoavam na sua cabeça ao mesmo tempo que ela tentava ordenar as promessas. Porque é que elas não tocam de forma mais espaçada? Bem que a meia-noite poderia ser vivida ao ralenti. Assim, talvez as promessas não se embaraçassem umas nas outras e alguma se cumprisse.
Ema alternava o olhar entre os livros de banda desenhada que prometera abandonar e os manuais escolares onde jurara enfiar os olhos. Pois é: quem mais jura mais mente.
Quita Miguel, 57 anos, Cascais
Desafio Escritiva nº 16 - promessa de ano novo por cumprir

Faça aqui o download do livro infantil «O Chapéu-de-chuva às Bolinhas» http://ow.ly/ZtAG0