24 janeiro 2017

Cancele o pedido!

― Boa tarde!
― Boa tarde, minha senhora! Qual será o pedido que vai querer?
― Eu vou querer um peru recheado com ananás e uvas. Poderá dizer-me o valor de tudo?
― Claro! O total será de 111 euros. A entrega será…
― Pode mandar cancelar o pedido, porque eu pensei que fosse mais barato. Se é para gastar 111 euros num peru, eu vou ao “Aqui nada é barato” e compro 2 perus com acompanhamento requintado.
― Mas senhora…
― Boa tarde!
Johana Brotons, 6A, 12 anos, Olhão, EB23 Prof Paula Nogueira, prof Cândida Vieira

Desafio nº 111 – linha de atendimento 111

Afinal........

A professora lançou um desafio de escrita mas, na minha opinião, era bastante complicado. Não queria desistir, apesar de ser difícil, era um desafio. Estava convencida de que era capaz de conseguir um bom texto, só que não sabia sobre o que é que iria escrever. Parecia que tinha tido uma branca. Até que se fez luz na minha cabeça. Afinal, não era tão difícil! Escrevi e escrevi, as minhas ideias não acabavam... Eu sabia que era capaz!
Vânia Chandulal, 8ºB, Esc. E B General Humberto Delgado, Santo António dos Cavaleiros, Profª Ana Oom

Desafio RS nº 45 – «Eu sabia que era capaz!»

Lembrei-me!

― Boa noite! Daqui fala da Linha Gratuita 111. Em que a posso ajudar?
― É que hoje é Dia da Mãe e eu queria comprar-lhe uma prenda que ela gostasse de ter, mas já não me lembro qual era!!!
― É simples! A senhora vai gritar bem alto, de modo a que toda a gente no seu prédio ouça a seguinte palavra: MÃE. Compreendeu?
― MÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃEEEEEE!!!!
― Muito bem! Resultou?
― Sim, acabei de me lembrar agora mesmo: é um aparelho auditivo!!!
Beatriz Brandão, 6º A, 11 anos, Olhão, EB23 Prof Paula Nogueira, prof Cândida Vieira

Desafio nº 111 – linha de atendimento 111

Diferente

O Dinheiro abre todas as portas
Não na minha opinião
Não abre as do coração
Não abre as da sinceridade
Sim as da corrupção
Sim as da falsidade
Esta é a minha opinião
Mesmo que me digam que não
A amizade não se compra nem se vende
Pois só a conhece quem a sente
O dinheiro é o vil metal 
Faz falta a toda a gente
Quando é pouco ou muito faz a pessoa diferente. 
Ana Maria Troncho, 66 anos, Academia Sénior de Estremoz, prof Zuzu

Desafio Rádio Sim nº 3 – um dos provérbios dados no fim

Promessa é Compromisso

Dizia de si para si:  é este ano que vou concretizar o que há muito devia ter feito ― ler, escrever. Tarefeira a tempo inteiro, com todas as solicitações que a vida lhe impunha, para ela sobrava sempre pouco; pouco tempo, pouco espaço, pouco tudo.
Chegava ao relógio a altura de ser ela, ainda que as requisições continuassem. 
Na gaveta e na lembrança, os escritos desde a adolescência, alguns publicados, esperavam para emergir do forçado repouso. 
Seria agora.
Elisabeth Oliveira Janeiro, 72 anos, Lisboa

Desafio Escritiva nº 16 - promessa de ano novo por cumprir

Um brilho inteiro

Eu não sabia que a adversidade edifica a toda a hora. Eu não sabia que a inquietude um dia iria embora. Eu não sabia que há certezas que não se vêem, mas que estão lá. Eu não sabia que um dia ia conhecer a felicidade assim. Eu não sabia que estava a crescer. Mas havia um brilho inteiro que sabia. Aqui, bem no fundo. Dentro. Ela olhou para mim e, finalmente, beijei-a. Eu sabia que era capaz!
Clara Lopes, 40 anos, ​Sintra​

Desafio RS nº 45 – «Eu sabia que era capaz!»

Soluções

Remediar, sempre me pareceu fácil, apesar de não o ser. Há problemas que parecem impossíveis, mas não o são.
Os problemas dos outros parecem muito fáceis, mas quando o problema é nosso já não é assim tão fácil.
Remediar, fácil?? Quem me dera! Não existem cadeados sem chave, da mesma forma que não existem problemas sem soluções. Apesar de haver sempre uma solução não quer dizer que seja fácil de encontrar.
Ai!! Remediar sempre me pareceu fácil...
Lara Polónio Gil, 6ºA, 11 anos, Olhão, EB23 Prof Paula Nogueira, prof Cândida Vieira

Desafio RS nº 43 - remediar parecia fácil

Esperança

Joana sentia-se mal por ver a sua paciente sofrer, uma menina tão nova que dependia de uma máquina, uma menina que não tinha ninguém.  Joana levou dias para decidir o futuro da menina. Por vezes, a menina despertava, pouco tempo. Todos a encorajavam a desligar a máquina, já não havia solução, mas Joana nunca deixou de acreditar que seria possível salvá-la.
Finalmente, a menina despertou e da boca de Joana ouviu-se «Eu sabia que ela era capaz».
Fanta Côma, 13 anos, General Humberto Delgado, Prof. Ana Oom

Desafio RS nº 45 – «Eu sabia que era capaz!»

Black Friday

Era uma vez mulher de 50 anos que todos os dias que havia Black Friday preparava-se para os descontos. Mas por se preparar muito acabava por adormecer e perdê-los. Esta era a única altura do ano que ela apreciava pois ela sofria quando isto acontecia. Por isso este ano umas amigas decidiram mudar a data dos calendários da casa e no dia dos descontos ela não estava demasiado cansada para os descontos, pois assim o sofrimento desapareceu.
Aymane Berqia, 6A, 11 anos, Olhão, EB23 Prof Paula Nogueira, prof Cândida Vieira

Desafio nº 114 - trocar as voltas ao ditado popular

Sensibilidade

Como é que alguém é capaz de dizer, de maneira tão fria e insensível, a um paciente que ele tem cancro? Eu fiquei destruída.
Como é que eu iria contar à minha família que estou à beira da morte?
Um ano de quimioterapia passou, estava finalmente na hora da minha consulta. Entrei no consultório e sentei-me. Só ouvi aquelas três palavras "Afinal, você conseguiu". Levantei-me e com um sorriso nos lábios exclamei: "Eu sabia que era capaz!"
Beatriz Silva, 14 anos, Escola General Humberto Delgado, Prof. Ana Oom

Desafio RS nº 45 – «Eu sabia que era capaz!»

O pássaro

Andava eu atrapalhado em linha reta
tropecei... vi uma obra
d’arte
será que
terá muitos anos?
Não sei... Coloquei-a na minha mala,
Estava assustado... a minha alma explodiu
Ah.. caí na lama suja peganhenta !!!
Dei cabo da minha higiene oral.
Lá perto de um grande ralo
Vi uma rola ferida. Corri rápido,
fui ao carro deixar a mala
Para corar a pálida rola ferida.
Para isso gritei bem alto: corra!!!
Mas o pássaro caiu, morreu.
Sérgio Quitério, 6A, 11 anos, Olhão, EB23 Prof Paula Nogueira, prof Cândida Vieira

Desafio nº 113 – anagramas em frases de 6 palavras

77x77 - João Tovar

Nas vagas florestas da Tansmânia, em tempos ainda sem palavras e no reino dos animais livres, o amor impossível entre cão e felina gerou um canino listrado de focinho aguçado. Criou e dominou largos territórios até à chegada dum novo e estranho selvagem, de nome humano. Como qualquer amor demasiado, foi incompreendido e invejado, e até ao último dizimado. Ainda hoje, ressoados por pássaros e plantas, ecoam escuros e fundos rugidos ou latidos do Lobo da Tansmânia.
João Tovar

23 janeiro 2017

Dias de chuva

Nos dias de chuva e vento, gosto de estar em casa a descansar e estar com a minha família. E claro, beber um leite bem quente. Nesses dias, completo-me de amor. Gosto muito de ver na janela a chuva na rua. E gosto imenso do barulho da chuva, relaxa-me. Queria tanto voltar ao verão, ir para a praia e ver aquele lindo mar azul. E, enquanto não tenho nada para fazer, pinto telas, principalmente com tinta vermelha.
Ângela Santos, 13 anos, Oliveira do Bairro, I.P.S.B., prof Carla Oliveira
Desafio Escritiva nº 3 – texto com: chuva, vento, amor, azul, vermelho e rua

Ângela Santos, 13 anos, Oliveira do Bairro, I.P.S.B., prof Carla Oliveira

Puré...

Estava eu a fazer o jantar, quando a minha mãe me liga a dizer que vem jantar a minha casa e disse que lhe apetecia muito puré de batata. Apressei-me a fazer o jantar, pois queria muito agradar-lhe.
Preparei tudo: pus a mesa e ia começar a fazer o puré de batata. De repente entrei em pânico: NÃO TINHA BATATAS!!!
Gritei com o cão que estava sossegado, até que abri o armário e tinha flocos de puré.
Diogo Carrada, 6A, 11 anos, Olhão, EB23 Prof Paula Nogueira, prof Cândida Vieira

Desafio Escritiva nº 15 – falta um ingrediente e o jantar é dali a nada…