26 agosto 2016

Programa Rádio Miúdos 94 – 26 agosto 2016

Esta foi a história que lemos na Rádio Miúdos neste dia!

É a rádio mais fantástica que há!

Dia de bagunça 
Dia de bagunça – perdi o meu amante das mãos. Naquela bagunça o meu lápis rolou, caiu no chão. Naquela aflição tentei resgatá-lo, mas a meninada não deixou-me encontrá-lo. Foi como se alguém o apanhasse e guardasse. Espero que o ame como eu amei, nos estudos e nos exames. Tempo passou, já me aproximando da vida adulta, quando, transbordando do bolso do meu colega, caiu nas minhas mãos, revelando da escuridão uma alegria que se escondia em mim.
Danielson dos Santos Pinto Fernandes, Santiago, Cabo Verde, Inst. Jean Piaget, prof Maria Teresa Cardoso 
Desafio RS nº 37 – o lápis caído no chão

Programa Rádio Sim 828 – 26 Agosto 2016


o programa em podcast na Rádio Sim

Amigos... 
Aconselho amigo, não feches o postigo, e não é que é mesmo, existem aqueles amigos que sabemos que podemos contar e que sabem sempre dizer aquela palavra, dar aquele que conselho que nos dá força para seguir em frente, mas tambem há aqueles que nos dão conselhos só para nos prejudicar, por isso dizem-nos coisas que não são realmente aquilo que pensam, tapando o sol com a peneira, e assim nos enganam... Amigo disfarçado, inimigo dobrado.
Patrícia Quaresma, 23 anos, Vila Verde de Ficalho 
Desafio nº 90 – com provérbios contraditórios

Tua ausência

Insisto em beber café na mesma pastelaria.
Sento-me e a empregada traz o café com o pastel de nata, costume duma vida!
Vida que durou dez anos, pois foi o tempo que senti que realmente vivia.
Olho a chávena, faz dois anos que partiste e ainda dói ver apenas uma chávena na mesa.
Levanto a vista húmida pelas lágrimas, a pastelaria está cheia, mas o facto de não estares deixa um sentimento de solidão que corrói por dentro.
Carla Silva, 42 anos, Barbacena, Elvas
Desafio nº 109 – solidão no meio de gente

25 agosto 2016

Programa Rádio Sim 827 – 25 Agosto 2016

o programa em podcast na Rádio Sim

Final do campeonato
A noite estava calma e eu, fanática por futebol, assistia à final do campeonato. Já na fase do prolongamento, com a minha equipa a vencer, comecei a planear a celebração. Mas, o palerma do árbitro decidiu expulsar um defesa e só me apeteceu espalmar o idiota. Nesse momento, vi um relâmpago e a eletricidade falhou. Aos apalpões, peguei numa lamparina e acendi-a para descomplicar o caso. Mas, tudo parecia atrapalhar e sentada na poltrona, adormeci mesmo profundamente.
Sara Catarina Almeida Simões, 28 anos, Coimbra
Desafio nº 107 - 10 palavras com PLR

O aniversário

Nicole tinha de preparar o aniversário.
Era para um alpinista com fama de arranjar inimigos!
Pensou numa festa
 animada junto ao Nilo, não o rio, um parque.
Pagaria uma ninharia, o dinheiro revertia para ajuda humanitária
Pensando nisso, e em como ajudaria os outros, ainda que anonimamente, tratou de tudo.
Não se esqueceu de ninguém, e imaginava a cara de espanto dele quando visse no monitor fotografias da juventude.
Só esperava que 
Aniceto não lhe ganhasse animosidade!
Carla Silva, 42 anos, Barbacena, Elvas

Desafio RS nº 40 – 14 palavras com a sílaba NI

77x77 - Maria João Lopo de Carvalho

Adamastor
Era feito de muitos azuis, o Adamastor. Não é metáfora, é ele. Vi-o do meu veleiro. Vi-o esculpido na rocha. Luiz Vaz não o inventou. Descreveu-o tal como ele é. Piscou-me o olho, entre as rugas da pedra, e rugindo perguntou: «então és tu que me ousas desfiar?» Cuido que não deve ser rocha, para ter visto muitas mulheres levantadas do mar a desafinarem o hino nacional, mas enfim, com um sopro, abrandou o mar e sorriu-me.

24 agosto 2016

Programa Rádio Miúdos 93 – 24 agosto 2016

Esta foi a história que lemos na Rádio Miúdos neste dia!
É a rádio mais fantástica que há!

Reencontro feliz...
O lápis é meu,
mas alguém o tirou.
Rebolou, rebolou,
Até que alguém o roubou.

Procurei-o, mas não o encontrei.
Entristeci…
E até chorei…

Passado um mês,
a Ana me avisou
Disse-me que em vez de chorar,
Tinha de o procurar.

Procurei-o em todo o lado…
Até à China fui
Onde fora comercializado.

Regressei de avião
E  vi-o então
Na mão daquela senhora, 
que colecionava os lápis que encontrava no chão.

Pedi-o.
Ela pousou-o na minha mão.

Leonor Zuzarte Reis e Teresa Azevedo, 11 anos, 6º ano, Colégio Andrade Corvo, Torres Novas, prof Maria Nicolau

Desafio RS nº 37 – o lápis caído no chão

Programa Rádio Sim 826 – 24 Agosto 2016

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o programa em podcast na Rádio Sim

Entortar - Boca
Entorpecido - Bêbedo
Entornar - Cerveja
Contentor - Camião
Contornar - Rodear
Extintor – Fogo

Extintor 
Ficou surpresa ao vê-lo ali. Não ouvira o camião chegar. Dos seus olhos, saía o fogo da espera. Ao fim de tantos anos, continuava a aguardar cada regresso como o primeiro, porém ele, sem uma palavra, um beijo, um aceno, limitou-se a rodear o sofá, entrando na cozinha.
Com a boca ávida, saboreou uma cerveja e depois outra e outra e outra.
Bêbedo, apagou em frente à televisão, enquanto ela, olhando-o, se perguntava: porque permaneço eu aqui?
Quita Miguel, 56 anos, Cascais
Faça aqui o download do livro infantil «O Chapéu-de-chuva às Bolinhas» http://ow.ly/ZtAG0
Desafio nº 108 - 6 palavras que originam outras 6

Fantasia

Ri-se meu pé e sobe, anda, voa
Soalho, tacos, madeiras estão rangendo.
Em nós o som ecoa, soa, soa…
Dançamos, ignotas harpas tangendo
A lua alta roda, bela, no céu.
Soltamos nossos lenços desdobrando
como no ar a teia, puro véu.
Bailamos, nossas angústias sarando
a crua dor que dói e é fel.
Pirilampos, gafanhotos saltando
Tudo é vida, onda, riso, mel.
Festejemos, festejemos! Canta comigo, irmã!
Que a hora vai, por nós voou, e é vã.
Isabel Sousa, 64 anos, Lisboa.
Desafio RS nº 35 – até 4 letras, mais de 4

Torta prosperidade

Tudo o que fazemos na vida afeta diretamente o destino eterno. Não podemos representar bondade e sermos maus. Pois, corremos o risco de não sermos transformados.
Nossa vida tem sido moldada mais pela cultura do que pela magnífica verdade da Palavra de Deus. Sem Deus, só vemos o efêmero.
Na garrafa a mensagem:
Torta da prosperidade é saber trabalhar, mas não saber descansar. É um Céu a ganhar, mas não desejar o inferno perder. Graça e paz.
Renata Diniz, 40 anos - Itaúna/Brasil
Publicado aqui: Torta prosperidade

Desafio Escritiva nº 11 – mensagem na garrafa

23 agosto 2016

Programa Rádio Sim 825 – 23 Agosto 2016

OIÇA aqui

o programa em podcast na Rádio Sim

Desempregado, solteiro, com dívidas, o curso por acabar e amizades por encontrar… Tudo podia ter mudado se além disto tudo não fosse também incrédulo e desconfiado e tivesse devolvido ao mar a garrafa com aquela mensagem, pensando
tratar-se de uma bomba ou uma piada: 
“Estou cansado de ser rico! É uma verdadeira maldição! Só tenho amigos interesseiros, namoradas materialistas e familiares parasitas. Deixo a minha fortuna a quem encontrar esta mensagem e a entregar na morada indicada.”
Paula Cristina Pessanha Isidoro, 34 anos, Salamanca

Desafio Escritiva nº 11 - mensagens na garrafa

Luísa...?

A discussão deixou-a arrasada. Talvez o mar lhe aquietasse a alma... Até que encontrou a garrafa. Lá dentro um bilhete: «Mergulha e serás livre.» Num gesto impensado mergulhou. Sentiu-se enleada pelos limos. Eram amarras que a prendiam ao fundo do mar. E teve saudades da vida que levava, apesar dos maus momentos... 
Então, reconheceu-lhe a voz, o calor, o carinho. «Luísa, foi só um pesadelo...» Deixou-se ali ficar naquele abraço que lhe soube pela vida. Sentiu-se renascer!
Isabel Lopo, 70 anos, Lisboa

Desafio Escritiva nº 11 – mensagem na garrafa

22 agosto 2016

Agradecido

Facebook, pensamos muitas vezes que não temos palavras. Aqui na tua casa o que não falta são palavras. Então hoje, pela primeira vez que o faço, servi-me como muita gente faz de 77 palavras para descrever a história deste dia. Abençoaram-nos bem cedo os amigos que foram chegando de todo o lado. Trouxeram os filhos à nossa companhia, para celebrarmos com alegria os tenros anos da nossa filha. Misturaram carinho com alegria, juntaram simpatia, encheram-nos a alma!
João Pedro Pais Nogueira, 47 anos, Seia – Guarda

Sentimentos

Véspera de Natal. Na imensa fila do supermercado, eu, velhinha, sentia-me só. Segurava um queijo. Na caixa, olhando o somatório das compras, resignada à minha condição económica, vi-me obrigada a rejeitá-lo… paguei e saí entristecida…
Subitamente, quando seguia, inundada de solidão, pela rua apinhada de gente, um homem veio ter comigo:
– Esqueceu-se deste queijo na caixa. Queria oferecer-lho… Feliz Natal…
Olheio-o, incrédula… boquiaberta…
Depois, recomposta, sorri e agradeci:
– Obrigada… feliz Natal…
E, por momentos, senti-me menos só… 
Domingos Correia, 58 anos, Amarante
Desafio nº 109 – solidão no meio de gente