02 dezembro 2016

Programas Rádio Sim - semana de 5 Dezembro 2016

Aqui estão as histórias que serão lidas esta semana na Rádio Sim.

Esta rubrica está agora no programa Giras e Discos e passa às 17h45. 
Rádio Sim tem os podcasts sempre actualizados, por isso podem ouvir 
aqui as histórias:
Histórias em 77 palavras na Rádio - basta procurar o dia na barra 
do lado direito.


OIÇA aqui o programa em podcast na Rádio Sim (actualizado em baixo assim que sair):

Os programas na Rádio Sim - semana 28 de Novembro 2016

Aqui estão as histórias que serão lidas esta semana na Rádio Sim.

Esta rubrica está agora no programa Giras e Discos e passa às 17h45. 
Rádio Sim tem os podcasts sempre actualizados, por isso podem ouvir 
aqui as histórias:
Histórias em 77 palavras na Rádio - basta procurar o dia na barra 
do lado direito.


OIÇA aqui o programa em podcast na Rádio Sim:

Navegando

Navegando o tabo, pequeno barco asiático,
Seguiu as rotas antigas, ancestrais. 
Avançou com a agilidade de
 cobra. 
Vai mergulhar numa curva
 do rio. 
Ao
sair-se bem, achará pérola negra. 
Então, descalçar-lhe-ia imediatamente uma 
bota urgente. 
Com dinheiro pode consultar um médico. 
Sofre duma 
broca afora de toba. 
Mergulhou mais uma vez no fundo.
Tem de
 asir uma ostra invadida. 
Os netos estão fartos de tosar 
ratos.
Ao anoitecer, mais um final mergulho. 
Um 
sari para sua nora.
Theo De Bakkere, 64 anos, Antuérpia, Bélgica 

Desafio nº 113 – anagramas em frases de 6 palavras

Dedica tudo

Quando Carla chegou, já era noite.
A casa ficava fora da cidade.
“Chego antes das sete”, tinha-lhe dito.
Um rapaz, ruivo, abriu-lhe a porta.
Surpreendida, perguntou-lhe onde estava a Clara.
O rapaz virou o braço, apontando.
Tensa, viu-a no fundo da sala.
Precisava ouvir a opinião da amiga.
Aproximou-se, contou-lhe, nada a conseguia calar.
Depois, já mais calma, respirou fundo.
“Não é que decida mal...”, disse-lhe.
Nesta altura, a amiga, sábia, falou.
“A ti, dedica sempre tudo.”
Paula Tomé, 44 anos, Sintra.
Desafio nº 113 – anagramas em frases de 6 palavras

Agrafador ao peito

De agrafador no peito vivia donzela Maria. Guardara até aquele dia o amor bem agrafado. De tão apertado que estava o peito, Maria tossia, tossia. A tosse era seca parecia um elefante na savana ao calor abrasador, deitado. 
Já cansada e desesperada arrancou os agrafos, furiosa. Findara aquele amor. Sangrou de dor o peito. A tosse terminou. 
E agora Maria – a donzela vive no jardim de noite e de dia e lá figura o seu lírio predileto. 
Andrea Ramos, 40 anos, Torres Vedras

Desafio nº 89 – hist c tosse+lírio+elefante+agrafador

Turbilhão de paixão

Nada mais fácil   do que sair de órbita, apanhar “gambuzinos” em cumeadas de paixão, no meio do turbilhão desafiar a Lei da Gravidade envolta em gargalhadas, cair nos teus braços e roubar-te um beijo. Mas, no limiar desta felicidade, aparentemente infinita, confrontada com a verdade tropeço na tristeza do sol poente, mergulhada em saudade, resignada às lembranças de um bem que passou e à tímida promessa de que um dia voltarei a ser feliz, nada mais difícil!
Paula Maria Inverno, 48 anos, Torres Novas

Desafio RS nº 19 – começando em Nada mais fácil e terminando em Nada mais difícil

Meldramalhão

Vida de melga não é fácil! – dizia Melgorda após sacudir as asas do pingo de azeite que lhe caíra.
– Ah, ah! Nem te consegues mexer com essa pança, não tens vergonha? – disse Melmagra.
– Quem tem vergonha anda magra, parece que é o teu caso!
Estavam as duas na cavaqueira quando surge a dona da casa com o inseticida na mão e dispara.
Melgorda bem que tentou voar…
Melmagra em desespero gritou para o Melbatalhão a vir socorrer… 
Andrea Ramos, 40 anos, Torres Vedras

Desafio nº 24duas melgas à conversa, uma gorda e outra escanzelada

01 dezembro 2016

Inevitável

Paro e olho o imenso prado.
Um gato pardo mira-me, espreguiçando-se languidamente.
Outros gatos se aproximam a medo.
Uma nuvem negra envolve o céu.
Ao longe, range um trovão ameaçador.
Gotas grossas penetram-me o camisolão espesso.
Abaixo, brilha a luz do asilo.
Lugar onde a dor se isola.
Aliso o cabelo ensopado de chuva.
Baixo os braços numa repetitiva resignação.
Queria apenas poder dopar a vida.
Negar o inevitável que sempre chega.
Seria uma tosga e tanto.
Quita Miguel, 57 anos, Cascais
Faça aqui o download do livro infantil «O Chapéu-de-chuva às Bolinhas» http://ow.ly/ZtAG0

Desafio nº 113 – anagramas em frases de 6 palavras

Não te vás

Tolas, viviam de sonhos tão vazios.
Eram sócias no negócio da costura.
E Madalena queria mudar de vida.
Naquele dia apresentou-se solta, e decidida.
E a Iva não queria acreditar.
Mas disse-lhe desdenhosa: Vai, não voltes.
– Há muito que não te via.
Assim, arrogante, nos teus saltos altos.
Sabes, as coisas não são assim.
Tu querias, mas não duram eternamente.
Tu disseste que cosias o vestido.
Achas que durma sobre o assunto?
– Não, mas não te vás.
Natalina Marques, 57 anos, Palmela

Desafio nº 113 – anagramas em frases de 6 palavras

Visita ao Porto

Lúcia viaja até ao Porto e vai visitar o estádio do Dragão.
Conhece Ruca, um rapaz atraente, de boné na cabeça. Sentem-se atraídos e marcam um encontro na Torre dos Clérigos. Ruca aparece, charmoso, com o seu imprescindível boné e Lúcia fica encantada.
Sobem até ao miradouro e decidem fazer uma selfie.
Momento mágico, passa uma gaivota e leva o boné do Ruca. Grande desilusão quando ela descobre que ele é careca.
Partiram então em direções opostas.
Alunos de 2º bachillerato, IES Loustau-Valverde, Valencia de Alcántara, Espanha, prof. Joana Marmelo

Desafio nº 11 – diálogo com frase final imposta: Partiram então em direções opostas.

A gata

O direito de brincar
É direito a descobrir,
E até vos vou contar
Aquilo que me faz rir!

Numa viagem à noite,
Que custava a passar,
Regressávamos a casa,
Ansiosos por chegar!

O casal e três crianças,
Uma novinha, a terceira,
Teria uns quatro anos,
E pedia a brincadeira:

– «Palavras começadas por A»:
Alguém propôs o concurso;
Seguindo o abecedário,
Esgotávamos percurso!

Até que chega o H,
Incitámos a novata…
Ela pensando, sorri:
– Já sei: «a gata»!...
Maria do Céu Ferreira, 61 anos, Amarante

Desafio Escritiva nº 14 – direitos da criança

30 novembro 2016

Agarradas ao coração

Há pessoas e pessoas. Há pessoas que passam na nossa vida sem deixar qualquer rasto. Outras, levam anos até conseguirem conquistar um pedaço de nós. E, depois, há aquelas que, mesmo sem dizer uma única palavra, mesmo sem um único gesto, nos marcam a alma, desde o primeiro segundo. Pessoas que nos inspiram. Pessoas que nos cativam. Pessoas simples, mas complexas. Pessoas altamente gostáveis. Pessoas incríveis. Pessoas inesquecíveis. Pessoas que ficam, para sempre, agarradas ao nosso coração.
Carolina Constância, 23 anos, S. Miguel – Açores 

Desafio nº 26 – dedicatória para alguém

Nós, as crianças

Nós, as crianças, temos direito a brincar, divertir, estudar e aprender. Estamos cansados de aturar os pais e a nossa professora. Queremos ser livres e brincar sempre que nos apetecer. As meninas querem brilhantes e os rapazes bolas.
Vamos fugir desta realidade. Vamos para um lugar mais feliz e divertido. Vamos comprar roupa nova, brinquedos e doces. Vamos tentar arranjar novos amigos. Faremos uma família só de amigos.
Todos os dias serão Natal! Seremos felizes e amigos!
Adriana Barbosa, Ana Rita Cintrão, Beatriz Pontes, Daniel Borralho e Renato Martins, 3º A – EB Santa Marta de Corroios, prof Rita Reis

Desafio Escritiva nº 14 – direitos da criança

Desafio nº 113

Hoje temos de procurar grupos de 3 palavras que tenham as mesmas letras (anagramas)
Procurem bem, vamos precisar de 4 grupos.
(o ideal é encontrarem uns cinco ou seis, para poder escolher depois)
Exemplo: CACO, COÇA, CAÇO; + TOLA, TALO, LOTA + …

Agora, sempre em frases de exactamente 6 palavras
vamos usando estas palavras para contar uma história...
em 77 palavras.
São 12 frases mais uma no fim de 5 palavras, ok?

Sim, podem refilar, é mesmo complicado!!!

Leva, leva tudo, não me importo.
Só precisaste de me ver cair.
Enoja-me esse traço, de gola alta.
Mais vale deixares de fingir, poupa-me.
Sempre achaste que era rica, enganaste-te.
Querias içar comigo a tua vidinha?
Não há lixívia que te lave!
Algo me diz que vais arrepender-te.
Troca de ambições e desaparece depressa.
Corta a ligação que julgaste ter.
Para mim, será um grande alívio.
Quando te atirares ao lago, verás.
És o único a afogar-se.
Margarida Fonseca Santos, 55 anos, Lisboa
Desafio nº 113 – anagramas em frases de 6 palavras